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terça-feira, 27 de setembro de 2011

É TEMPO DE DIZER BASTA!

O jornal O Globo publicou em maio um editorial que faz uma análise de um fenômeno da maior gravidade que ocorre atualmente em nosso país e que merece a atenção de quem acredita que a honestidade é que deve ser o guia essencial da administração pública no Brasil.              
O editorial revelou no título esta questão: “A municipalização da corrupção”. O texto do jornal alerta que hoje em dia a corrupção parece constituir uma epidemia nos municípios brasileiros e isso é um fato que está à nossa frente todos os dias.                
A corrupção nos municípios afeta setores fundamentais para a vida da população, colocando em risco até sua integridade física. O nível de criminalidade nos municípios brasileiros chega a ser assustador. Na raiz da corrupção que envolve altos dirigentes do PT e levou dezenas deles ao papel de réus no inquérito do mensalão que está no STF está o assassinato de um amigo íntimo do ex-presidente Lula, o ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.
Um exemplo municipal é o que ocorre bem debaixo do nosso nariz. O prefeito de nossa cidade, Maffei (PT), foi condenado e multado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) em 500 Ufesp (R$ 8.725,00) por realizar parcerias irregulares com as Oscips (Ágere e Ciap), bem como ilegais os atos determinativos de despesas.  O Relator determinou ainda, por forças dos expedientes TCs-7147/026/07 e 18113/026/10, a expedição de ofícios ao Ministério Público do Estado de São Paulo e ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Essa condenação é só de um processo, dentre vários outros processos no Tribunal de Contas que o prefeito Maffei (PT) está envolvido.
A corrupção nos municípios tem contribuído para destruir o patrimônio público construído em décadas. Além disso, essa distribuição ilícita do dinheiro do contribuinte para empresas não-capacitadas afasta o empresário honesto, que poderia prestar serviços de qualidade. E o dinheiro dos impostos que deveria fortalecer as economias locais vai para os bolsos de criminosos.
 Com o tempo foi-se criando uma situação de incapacidade técnica e falta de tecnologia em todos os setores, com as prefeituras perdendo a infra-estrutura que já existia e deixando de construir novas estruturas.
 A corrupção também age nos municípios como destruidora da democracia, na medida que desmoraliza a atividade política, que é o meio de organizar, fiscalizar e acompanhar a administração pública em um Estado democrático.
 O editorial de O Globo destaca que o governo federal tem um alto nível de exposição do governo federal e isso o deixa mais vulnerável à necessária vigilância da sociedade, seja por organizações não governamentais, partidos políticos de oposição e a própria imprensa profissional, independente, no que concordamos.
 Mas só que o mesmo não ocorre nos municípios. E esta é a única ressalva que temos ao editorial, que no restante é irretocável.
 Aqui em Porto Feliz, o Executivo tem exercido um peso enorme no encobrimento de irregularidades e para isso concorrem inclusive a várias autoridades, que agem em conjunto com prefeitos e vereadores para impedir que haja transparência e ajudam — ou chefiam em muitos casos — até na pressão sobre a sociedade civil para impedir que haja qualquer fiscalização sobre as prefeituras.
 Deputados e ministros agem inclusive usando verbas federais, que permitem ao prefeito Maffei (PT) mascarar com obras propagandísticas o que fazem às escondidas.
 Cabe frisar também, que aqui em nossa cidade, é bem menor a atuação independente da imprensa. Jornais, rádios e televisões trabalham geralmente em conformidade com a vontade de prefeitos. São raros os que escapam dessa submissão. A maioria tem o silêncio comprado por verbas publicitárias.
 Em Porto Feliz apenas um veículo de comunicação não obedece ao mando do prefeito. É o Jornal Tribuna das Monções, que busca fazer um jornalismo independente e isento.
 Outra instituição que não cumpre com o objetivo essencial de sua existência é o Poder Legislativo dos municípios. Aqui, a situação já chegou ao nível do acinte, pois os vereadores ligados ao prefeito Maffei (PT) agem deliberadamente para evitar qualquer fiscalização sobre o executivo.
 Maffei comanda com mão-de-ferro a maioria dos vereadores. A Câmara da cidade virou um braço a mais do Executivo, como se fosse uma secretaria menor que apenas atende ordens do prefeito.
 São nove os vereadores da cidade e apenas três deles divergem dessa falta de atenção ao dever principal da Câmara, tão essencial que está inscrito até na Constituição Brasileira: o de fiscalizar. Esses três são: vereador GERÃO (DEM), vereador ARMANDO AMBRÓSIO (DEM) e vereador COQUINHO (PSDB).
 Em relação à ética e a transparência, a bancada dominada pelo prefeito age apenas no sentido de atacar e tentar intimidar os que exigem que a Câmara cumpra seu papel constitucional. E toda a bancada governista se furta ao dever escrito na Constituição Brasileira.
 Nossa cidade sofre um total descaso. Realmente a nossa cidade esta abandonada e não sei se é proposital ou incompetência das pessoas que dirigem a cidade.  A única coisa que sei, é que 2012 está chegando e ando muito otimista, e acho que no ano que vem nas eleições, a população vai dar uma bela resposta a essa Administração...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CASO SAMU

O Fantástico apresentou na edição de ontem (25/09/20110), a triste radiografia de um serviço público essencial: as ambulâncias do Brasil precisam de socorro. A equipe do Fantástico percorreu sete estados e, além de flagrantes absurdos de precariedade, descobriram que mais de 1,2 mil ambulâncias novas estão paradas, abandonadas - um desperdício de dinheiro público.
SAMU de Porto Feliz está parada há 1 ano no Batalhão do
Corpo de Bombeiros sem funcionar
Um homem sofre convulsões e é resgatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atende 112 milhões de brasileiros. Em um acidente de trânsito, uma mulher precisa de socorro, e também é o Samu que entra em ação. “Mesmo o rico, o pobre, toda pessoa pode sofrer um acidente, e o primeiro atendimento é o Samu”, afirma o procurador da República Alan Mansur Silva.
Mas, no Brasil inteiro, o péssimo estado de muitas ambulâncias prejudica o socorro. Uma ambulância só tem um limpador de para-brisa. O óleo está vazando, e a tampa do reservatório de água é uma luva cirúrgica improvisada. Quando chove, pinga dentro da ambulância, inclusive na cabeça do paciente.
Para registrar flagrantes, as equipes percorreram sete estados. Em quatro semanas, a equipe do Fantástico rodou mais de três mil quilômetros. Dezenas de denúncias foram recebidas e investigadas.
Segundo o Ministério da Saúde, 281 veículos foram enviados em 2010 e neste ano para São Paulo. Ao todo, 242 estão parados (INCLUSIVE A SAMU DE PORTO FELIZ), espalhados por quase todo o estado. No caso paulista, as ambulâncias são entregues diretamente às prefeituras.
O Ministério da Saúde informou que, agora, os municípios têm 90 dias, a contar do recebimento da ambulância, para iniciar o atendimento. Com uma novidade: a fiscalização vai ser informatizada e em tempo real.
“Vamos ter o controle do funcionamento real de cada ambulância, de cada Samu municipal ou regional. Nós estamos aprimorando os controles para o bom uso do recurso público”, afirmou Helvécio Magalhaes Junior, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.
Ambulâncias paradas podem ser remanejadas para outras cidades. “Nós determinamos um ofício aos municípios e estados cobrando uma solução. Nós não podemos permitir que ambulâncias fiquem paradas e as pessoas precisando”, acrescentou Helvécio Magalhaes Junior, do Ministério da Saúde.
A voz de quem sofre com o apagão da saúde pública a de ser mais forte que dos cansados que sofreram com o apagão aéreo. Os necessitados da saúde estão cansados, mas não têm a quem recorrer, e ainda tem que batalhar todo o dia pra conseguir mais uma consulta. Diante desta realidade - que não é vista como novidade, mas como um problema que já se tornou crônico e exige solução rápida - quem mais sofre é a população carente, que depende exclusivamente dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde).

SAMU: a falência da saúde pública

O Fantástico apresentou na edição de ontem (25/09/20110), a triste radiografia de um serviço público essencial: as ambulâncias do Brasil precisam de socorro. A equipe do Fantástico percorreu sete estados e, além de flagrantes absurdos de precariedade, descobriram que mais de 1,2 mil ambulâncias novas estão paradas, abandonadas - um desperdício de dinheiro público.
SAMU  de Porto Feliz está para há 1 ano no Batalhão de Corpo
de Bombeiros sem funcionar
Um homem sofre convulsões e é resgatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atende 112 milhões de brasileiros. Em um acidente de trânsito, uma mulher precisa de socorro, e também é o Samu que entra em ação. “Mesmo o rico, o pobre, toda pessoa pode sofrer um acidente, e o primeiro atendimento é o Samu”, afirma o procurador da República Alan Mansur Silva.
Mas, no Brasil inteiro, o péssimo estado de muitas ambulâncias prejudica o socorro. Uma ambulância só tem um limpador de para-brisa. O óleo está vazando, e a tampa do reservatório de água é uma luva cirúrgica improvisada. Quando chove, pinga dentro da ambulância, inclusive na cabeça do paciente.
Para registrar flagrantes, as equipes percorreram sete estados. Em quatro semanas, a equipe do Fantástico rodou mais de três mil quilômetros. Dezenas de denúncias foram recebidas e investigadas.
Segundo o Ministério da Saúde, 281 veículos foram enviados em 2010 e neste ano para São Paulo. Ao todo, 242 estão parados (INCLUSIVE A SAMU DE PORTO FELIZ), espalhados por quase todo o estado. No caso paulista, as ambulâncias são entregues diretamente às prefeituras.
O Ministério da Saúde informou que, agora, os municípios têm 90 dias, a contar do recebimento da ambulância, para iniciar o atendimento. Com uma novidade: a fiscalização vai ser informatizada e em tempo real.
“Vamos ter o controle do funcionamento real de cada ambulância, de cada Samu municipal ou regional. Nós estamos aprimorando os controles para o bom uso do recurso público”, afirmou Helvécio Magalhaes Junior, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.
Ambulâncias paradas podem ser remanejadas para outras cidades. “Nós determinamos um ofício aos municípios e estados cobrando uma solução. Nós não podemos permitir que ambulâncias fiquem paradas e as pessoas precisando”, acrescentou Helvécio Magalhaes Junior, do Ministério da Saúde.
A voz de quem sofre com o apagão da saúde pública a de ser mais forte que dos cansados que sofreram com o apagão aéreo. Os necessitados da saúde estão cansados, mas não têm a quem recorrer, e ainda tem que batalhar todo o dia pra conseguir mais uma consulta. Diante desta realidade - que não é vista como novidade, mas como um problema que já se tornou crônico e exige solução rápida - quem mais sofre é a população carente, que depende exclusivamente dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde).

UNIDOS POR PORTO FELIZ

 
Na noite da última sexta-feira 23/9, as principais lideranças da cidade de Porto Feliz reuniram-se na chácara do empresário e vice-presidente do PSDB Sr. Paulo Guerini. Na ocasião estiveram presentes os presidentes e representantes dos partidos de oposição composto por PSDB, DEM, PP, PTB, PSL, PV, PSD, PSDC, PSC e PHS além de militantes, empresários, professores, jornalistas, funcionários públicos, agricultores, intelectuais e cidadãos que não compactuam com a atual administração.
Ficou acordado que a oposição seguirá unida em defesa da nossa querida cidade de Porto Feliz, cada partido indicou um pré-candidato a Prefeito que será convergido em uma única candidatura de oposição e apoiada por todo grupo. Discursaram os senhores José Eud Antunes e o Ver.  José Antonio Queiroz da Rocha “Coquinho” (PSDB), Ver. José Geraldo Pacheco da Cunha Filho “Gerão” e Ver. Armando Ambrosio (DEM), Odelio Leite (PP), Levi Rodrigues (PSC), Antonio Augusto Alcalá “Xuxo” (PTB) e o ex-prefeito Professor Erval Steiner (PSD).

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Prefeito Cláudio Maffei é condenado pelo TCE

O prefeito de Porto Feliz Cláudio Maffei (PT) foi condenado e multado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) em 500 Ufesp (R$ 8.725,00) por realizar parcerias irregulares com as Oscips (Ágere e Ciap), bem como ilegais os atos determinativos de despesas. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 14 de setembro.
Com base na Lei Complementar n.º 709/93, o Relator do Processo, Conselheiro Robson Marinho, aplicou a multa pecuniária ao Prefeito Maffei, por violação aos artigos 3º e 10, ambos da Lei n.º 9.790/1999; ao artigo 37, II e XXI, da Constituição Federal; ao artigo 3º da Lei n.º 8.666/93, e aos princípios da legalidade, da impessoalidade e da isonomia.
Por fim, o Relator determinou por forças dos expedientes TCs-7147/026/07 e 18113/026/10, a expedição de ofícios ao Ministério Público do Estado de São Paulo e ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vereador Gerão é entrevistado no programa Questão de Opinião

O programa Questão de Opinião, da rádio FM Conquista, entrevistou no último dia 02/09/11 sexta-feira, ao vivo, o vereador Gerão, que na oportunidade falou sobre sua possível candidatura a prefeito e sobre o cenário político da nossa cidade.
Gerão no Programa Questão de Opinião
O apresentador Gianpaulo, citou o Cenário Político de Porto Feliz, como carro chefe da entrevista, elogiou Gerão pelo trabalho realizado na Câmara Municipal e disse que está preocupado com os jovens de nossa cidade, já que numa pesquisa realizada, 87% não gostam de política.
Gerão citou aos ouvintes que o seu partido (DEMOCRATAS), está fazendo um projeto de conscientização política na cidade, justamente para fazer que a sociedade seja mais participativa nas decisões que envolvem temas importantes para o município.
Gerão também explicou como funciona o trabalho do vereador, falou sobre a atuação do prefeito e sobre eleições 2012.
Ao ser indagado sobre as próximas eleições, Gerão verbalizou que espera uma unidade do bloco de oposição.
Para ouvir a entrevista, clique no link abaixo:

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Como se constrói um mito fraudulento

Por Maurício Cazagrande
Mesmo distantes dos fatos, grandes versões da história política podem chegar à sociedade como se fossem verdades absolutas. Com o apoio e conivência de parlamentares, setores de imprensa, e parcela da sociedade civil, mais um mito está sendo criado à frente de nossos olhos: a presidente Dilma Rousseff seria uma autoridade pública implacável contra a corrupção. Mas esse equívoco com relação ao papel de Dilma Rousseff no comando do governo foi destrinchado e demolido no artigo do cientista político Marco Antonio Villa, publicado no jornal O Globo.
De acordo com Villa, esse mito da faxina se dá sobre os escombros de uma grande inverdade, de que a presidente Dilma Rousseff seria uma grande administradora. Com tantos atrasos nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), auxiliares envolvidos em irregularidades, intrigas entre membros do primeiro escalão, infraestrutura em frangalhos, é difícil manter a tese de que Dilma seja uma gestora excepcional.
Por isso, para deixar para trás um fracasso, foi um presente para o governo a ideia imaginária de Dilma como a faxineira que afasta todos os envolvidos com os mal-feitos. Para se formar essa historinha, no mínimo, é preciso esquecer que a maioria dos escândalos surgiu na imprensa, o governo tentou poupar os envolvidos por um período de tempo e sempre houve desqualificação das denúncias.
Talvez caiba lembrar que o titubeio do Brasil com relação aos movimentos contra as ditaduras na Líbia e na Síria também destruíram uma promissora imagem de Dilma Rousseff como apoiadora dos direitos humanos. Além disso, lembra Villa, a tal “faxina” ocorre sem que se saiba de apuração séria das denúncias em nenhum dos órgãos cabíveis. Simplesmente troca-se o titular da pasta sob suspeita e demitem os auxiliares sobre os quais pesaram as desconfianças. Não se fala, por exemplo, de recuperação de dinheiro roubado ou desviado. “As denúncias de desvio de milhões de reais não foram apuradas, sequer internamente, em um processo administrativo. Muito menos na esfera judicial”, afirma Villa.
Os fatos mostram que Dilma Rousseff, apesar de pousar de faxineira, é “herdeira e partícipe ativa do presidencialismo de transação, a presidente acabou prisioneira deste sistema” conclui o pensador. No fundo, a presidente não sabe muito bem o que fazer, pois nenhuma grande reforma que acabasse de fato com o foco da corrupção – a maneira como o poder é repartido no Brasil – está em pauta.

A rotina de Dilma tem sido tentar diminuir o impacto das denúncias de corrupção logo que essas são veiculadas. Apenas quando quase nada mais pode ser feito, caem os envolvidos.A grande sorte do governo é que Dilma conseguiu se passar, junto à opinião pública, como figura ativa no processo. Não é o caso.
“Em meio ao desgaste, o governo foi obrigado a substituir o figurino da presidente: trocou a fantasia, já gasta, de eficaz gestora, por outra, novinha em folha, a de moralizadora da administração pública, que vem acompanhada de uma vassoura. E, por incrível que pareça, já está colhendo os primeiros frutos. Todos estão elogiando a “faxina”, escreveu Villa.
Não importa, para aqueles que são cúmplices dessa imagem de Dilma, que as estruturas de corrupção estejam intocadas. O que interessa é que o rótulo “colou”. Dane-se a realidade se essa não for conveniente. De acordo com Villa, é fantasiosa a versão de que ajudar Dilma nesse momento é afastá-la do ex-presidente – o verdadeiro responsável por tal sistema caótico e intrinsecamente corrupto.
Parlamentares, quando abrem mão de suas prerrogativas e deixam de assinar uma CPI da Corrupção em nome do tal apoio à faxina inexistente apenas fazem o jogo do governo e seus apoiadores. Deixam tudo como está.